Eu posso ouvir minha música enquanto trabalho?

Por Francisco Albuquerque:

iPods, iPhones, Celulares, Smartphones e até Tablets, já fazem parte da rotina dessa geração high tech (Geração Y), e não adianta repreender isso. 61% dos jovens americanos e ingleses dizem que a tecnologia que usam em casa é melhor que a do trabalho.

Vocês tem dúvida desse dado?

As inovações no ambiente de trabalho acontecem em uma lentidão muito diferente da experiência de vida destes jovens devido ao boom da internet e tudo o que veio após ela.

Ainda existe escritório com máquina de escrever!!! Isso é decepcionante!!! Telefone de disco!!! Dá para acreditar???

Essa é a voz inquieta da Geração Y, e este protesto está se tornando uma atitude muito comum dentro do ambiente de trabalho.

Recentemente entrou em vigor a portaria 1015 do ministério do trabalho com objetivo de regularizar horário de entrada e saída do ambiente de trabalho que é factível em função de uma série de questões trabalhistas, mas me passa pela cabeça que tais legisladores desconhecem a realidade de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e nem vou falar de práticas de Gestão de Recursos Humanos neste momento, pois este assunto eu quero explorar melhor em outra oportunidade.

Então morre a tal da flexibilidade de horário???

Theo van der Voordt, pesquisador de tendências em interações sociais prevê que o escritório do futuro será uma rede de ambientes de trabalho, incluindo uma grande variedade de locais: sua empresa, sua casa e lugares como café, o escritório do cliente e um centro comunitário.

Nós (Geração Y) não somos um bicho, somos compreensíveis e podemos trazer resultados muito significativos para o seu negócio!!!

Taylor, Fayol, Ford, percursores do conceito de linha de produção, tinham essa visão de organização pela sistematização da época. Hoje na Era do Conhecimento, o que deve ser valorizado pelas empresas são as questões humanas e a sua influência na eficácia dos negócios.

No livro Marketing 3.0, Philip Kotler aborda o conceito de Valores com uma visão totalmente inovadora. E nós nos questionamos, o que o “Pai do Marketing” tem a ver com Recursos Humanos? Essa é uma quebra de paradigmas e de barreiras departamentais que já começam a chegar até o nível da sociedade. Parece que o termo Stakeholders começa a ser compreendido de verdade.

As empresas de TI são um exemplo dessa revolução. Vejam o Google, onde você pode jogar sinuca a hora que quiser e tirar um cochilo em uma rede após o almoço.

- Olá, você será cobrado por resultado!!!

- Mas é isso que eu quero, eu sou Geração Y!!!

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Written by Francisco Albuquerque

Empresário, Business Designer da Agência de Cocriação, Especialista em Workshops de Desenvolvimento Organizacional e Humano pela abordagem do Business Model Generation e Design Thinking, Escritor do Blog da HSM e do Blog "a Nossa Geração Y", Músico e Cozinheiro nas horas vagas. @fbalbuquerque

7 Comments on "Eu posso ouvir minha música enquanto trabalho?"

  1. Muito legal!
    Realmente, o ministério do trabalho está enlouquecendo. Como que podem acabar com a flexibilidade???

    Parabéns pelo texto, muito interessante!
    Abraço!

    • Francisco Albuquerque disse:

      Jorge,

      Estamos vivendo um momento muito importante, que remete às quebras de paradigmas e de barreiras que a burocratização veio implantando.
      Se existisse o sindicato “Geração Y”, acho que teríamos mais força para lutar por esses “detalhes” rsss…

      Grande abraço!

      Francisco Albuquerque

      Francisco Albuquerque

  2. David William disse:

    É isso aí muito bom o post e é isso que somos Geração Y.

  3. Gustavo Rocha disse:

    E o engraçado é que eu trabalho melhor enquanto escuto música mesmo…

    Quanto à portaria do Ministério do Trabalho, por mais que a intenção seja excelente (salvaguardar os direitos do funcionário), realmente é fora da realidade quando se trata dos grandes centros urbanos. Estávamos vendo muitas empresas começarem a olhar com bons olhos a flexibilidade no horário de trabalho, mas veio a portaria e voltamos à estaca zero.

  4. Anderson disse:

    Sou fã e sonho com um trabalho onde eu possa fazer quando eu quiser e de onde eu quiser, longe da prisão das baias e das paredes do escritório, sem contar o uso da roupa social. Quero fazer minhas entregas de casa, ouvindo minha música no meu computador, de bermuda e chinelo, podendo assistir um filme no meio da tarde…

    • Francisco Albuquerque disse:

      Anderson, conheço muitos jovens como você e tenho certeza que nós conseguiremos quebrar paradigmas como os que você citou.
      Vamos lutar pelos nossos objetivos!
      Obrigado e continue nos acompanhando!

      Francisco Albuquerque

  5. Fernando Matt disse:

    Eu concordo em parte que a flexibilidade no horário e na liberação de redes sociais e internet de forma geral aos funcionários possa trazer mais benefícios do que a forma “tradicional” de trabalho, com regras mais rígidas e horários restritos.
    Esse ponto de vista funciona melhor em ambientes menores, onde você pode verificar de perto a produtividade do funcionário. Quando você aplica essa política (ou ausencia dela) em ambientes com muitos funcionários, você pode perder o controle, e, ao invés de dar um benefício aos funcionários, você ganha um problema. Os funcionários sentem que a casa tá SUSSA e o que deveria ser uma ferramenta de incentivo à produtividade vira um convite ao ócio e o nível de produtividade, ao invés de produzirem, VADIAM em horário de trabalho. Como gestor de TI, hoje eu vejo que é difícil pensar assim em ambientes grandes. Controle funciona melhor do que liberdade em ambientes de produção administrativa. Ambientes mais liberais funcionam melhor em trabalhos que envolvam criatividade ao invés de atenção. :)

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